Kawhi Leonard dá ao Raptors a estrela que faltava a um bom time
Toronto terminou 46-36 e perdeu uma série de sete jogos para Cleveland, depois deixou Brandon Ingram sair e trouxe Kawhi Leonard. Nosso modelo coloca o Raptors em 6º de 30, com cerca de 48 vitórias.
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O Toronto Raptors foi um bom time na última temporada. Neste verão, saiu atrás de um grande jogador, e encontrou. Kawhi Leonard chega do LA Clippers, Brandon Ingram faz o caminho inverso, e Scottie Barnes finalmente tem um parceiro que rendeu ainda mais do que ele. A pergunta para 2026-27 é até onde um time que ficou a uma vitória de avançar pode ir com um reforço desses.
A última temporada foi sólida, com um final amargo. Toronto terminou 46-36, ficou em 5º no Leste e superou os adversários por 2,8 pontos a cada 100 posses: um time vencedor de verdade, não um time de sorte. Os playoffs duraram uma série: o Cleveland Cavaliers levou por quatro jogos a três. Perto o bastante para doer, e perto o bastante para acreditar que uma estrela poderia mudar o final.
Quem estava de fato em quadra por Toronto? Nem sempre os mesmos. Jakob Poeltl ficou fora de 36 dos 82 jogos, RJ Barrett de 25 e Collin Murray-Boyles de 24. Nos 68 jogos com Scottie Barnes, Immanuel Quickley e Jamal Shead juntos em quadra, os Raptors fizeram 40-28; nos outros 14, com um deles fora, 6-8.
Quem saiu, quem chegou
Leonard é a manchete, e os números confirmam. Ele teve médias de 27,9 pontos, 6,4 rebotes e 3,6 assistências em 32,2 minutos em 65 jogos, e nosso índice de impacto, os pontos a cada 100 posses que um jogador acrescenta em relação a um jogador médio, o colocou em 7,1. Ninguém no Raptors da última temporada chegou perto. Se o jogo dele se mantiver, Toronto tem outro teto.
Ingram é o preço em minutos, não em qualidade. Ele jogou 33,8 por noite em 77 jogos, mais do que qualquer um do elenco, mas ficou um pouco abaixo da média (-0,44). Passar esses minutos para Leonard é uma melhora tão clara quanto os números permitem. A perda que pode doer é a de Sandro Mamukelashvili, agora no Los Angeles Lakers, que jogou 80 partidas com 21,9 minutos e ficou bem acima da média (1,72).
Gradey Dick seguiu Ingram para o Clippers depois de 76 jogos (-0,47), Ochai Agbaji foi para o New York Knicks (-1,69) e AJ Lawson saiu. Os outros recém-chegados são profundidade: Kyle Anderson, vindo do Utah Jazz, Malachi Smith, do Brooklyn Nets, Trey Jemison, do Knicks, e Andre Jackson Jr., do Milwaukee Bucks. No total, 66% dos minutos da última temporada voltam.
Barnes e Leonard
Barnes continua sendo a constante do Raptors. Ele jogou 80 partidas com 33,5 minutos, 18,1 pontos, 7,5 rebotes e 5,9 assistências, e seu 3,43 liderou o time na última temporada. Ele faz um pouco de tudo, exatamente o que um pontuador como Leonard precisa ao lado. Pela primeira vez, Barnes não precisa ser o plano inteiro.
O elenco de apoio é melhor que sua fama. Immanuel Quickley somou 16,4 pontos e 5,9 assistências em 31,9 minutos, com 2,44, e RJ Barrett fez 19,3 pontos em 30,3 minutos em 57 jogos, com 2,26. Leonard, Barnes, Quickley e Barrett ficaram todos bem acima da média, e isso é muito jogador bom para colocar em quadra ao mesmo tempo.
O banco tem respostas
Jamal Shead é o herói discreto. Ele jogou todos os 82 jogos com 22,5 minutos, distribuiu 5,4 assistências contra só 6,6 pontos e marcou 1,39: um armador reserva que melhora as formações sem precisar arremessar. Times que vão longe nos playoffs costumam ter um desses.
Collin Murray-Boyles é o outro nome a acompanhar. Em 21,9 minutos em 57 jogos, ele teve 8,5 pontos e 5 rebotes e marcou 1,08, com folga acima da média. Sem Mamukelashvili, mais minutos no garrafão podem ser dele, e ele mereceu a chance.
As preocupações
A posição de pivô é mais fina do que parece. Jakob Poeltl deu a Toronto 10,7 pontos e 7 rebotes em 25 minutos, mas jogou só 46 partidas, e seu 0,98 foi sólido, não especial. Sem Mamukelashvili, há menos cobertura se ele perder tantos jogos de novo.
Ja'Kobe Walter teve minutos de verdade, 20,4 por noite, e ficou exatamente na média (0,02). Os novos reservas também não elevam o piso: Anderson (-0,01) e Smith (-0,1) ficaram na média ou logo abaixo, e Jackson marcou -2,4.
E há o relatório de lesões, longo para outubro. Anderson, Chucky Hepburn, Jamison Battle e Alijah Martin aparecem como dúvida, assim como dois dos três calouros, Allen Graves e Nate Bittle; Jaden Bradley é o terceiro. Nenhum deles é central, mas um time que se apoia em duas estrelas precisa do banco saudável.
Resumindo
Nosso modelo de elencos coloca Toronto em 6º de 30 e projeta cerca de 48 vitórias, um pequeno passo à frente do 46-36. É um julgamento no papel, feito com a última temporada, e Leonard é o principal motivo dele. Se ele jogar algo parecido com seus 65 jogos de novo e Barnes continuar crescendo, o Raptors pode superar a projeção. Se Leonard perder muito tempo, a projeção fica nas costas de um time que já encontrou seu limite contra Cleveland.
O primeiro teste vem em casa na quarta-feira, 21 de outubro, às 7:30 PM ET, contra o Chicago Bulls.
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