O Detroit mantém o núcleo de 60 vitórias e aposta que Cade Cunningham termina o serviço
O Pistons fez 60-22, terminou em 1º no Leste e caiu para o Cleveland numa série que foi até o limite. Tobias Harris saiu, e nosso modelo ainda projeta cerca de 55 vitórias.
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O Detroit Pistons foi o melhor time da temporada regular no Leste e manteve quase tudo. Cade Cunningham, Jalen Duren e Ausar Thompson continuam. Tobias Harris não, e John Collins chega do LA Clippers. A pergunta para 2026-27 não é se Detroit é bom. É se um time tão bom consegue passar pelo tipo de série que encerrou a sua temporada.
A última temporada foi grande. Detroit fez 60-22, terminou em 1º no Leste e superou os adversários por oito pontos a cada 100 posses, margem de candidato ao título. Jogou 14 partidas de playoffs até o Cleveland Cavaliers eliminá-lo numa série que foi até o limite, quatro jogos a três. Perto, doloroso, e o tipo de derrota que mostra a um time exatamente quanto ainda falta.
O elenco do Detroit ficou quase inteiro. Cade Cunningham ficou fora de 18 dos 82 jogos do time, Paul Reed de 17 e Jalen Duren de 12. Detroit fez 39-16 em 55 jogos com Cade Cunningham, Duncan Robinson e Jalen Duren em quadra. Nos outros 27, 21-6.
O que mudou
Harris é a perda que importa. Ele jogou 63 partidas com 27,8 minutos antes de ir para o San Antonio Spurs e ficou acima da média com 1,66. Era uma presença estável e positiva, e agora os minutos dele precisam de um novo dono.
As demais saídas parecem faxina. Isaiah Stewart (Memphis Grizzlies) marcou -1,06 em 22,7 minutos, Caris LeVert (Milwaukee Bucks) -1,68 em 19,2, e Jaden Ivey -0,72 em 33 jogos. Marcus Sasser, agora no Dallas Mavericks, foi um pequeno positivo com 0,44 em 12 minutos por noite. Perder minutos como os de Stewart e LeVert pode até ajudar.
Collins é o maior nome que chega, e o mais incerto. Ele deu ao Clippers 13,6 pontos e 5,3 rebotes em 27,1 minutos em 69 jogos, mas ficou abaixo da média com -0,57. Isaiah Joe parece o reforço melhor: 11,1 pontos em 21,2 minutos pelo Oklahoma City Thunder, com 2,56. Taurean Prince (Milwaukee, 0,35) e Elijah Harkless (Utah Jazz, -0,62) dão profundidade. No total, 73% dos minutos da última temporada voltam.
O time de Cade
Cade Cunningham comanda tudo. Ele teve médias de 23,9 pontos, 9,9 assistências e 5,5 rebotes em 33,9 minutos, e nosso índice de impacto o colocou bem acima da média com 4,35, a melhor marca deste grupo. Em termos simples, Detroit foi mais de quatro pontos a cada 100 posses melhor com ele do que com um jogador médio.
O que torna Detroit perigoso é que ele não está sozinho. Ausar Thompson (4,24) e Jalen Duren (4,19) ficaram quase no mesmo nível. Duren teve 19,5 pontos e 10,5 rebotes em 28,2 minutos em 70 jogos; Thompson deu 9,9 pontos, 5,7 rebotes e 3,1 assistências em 26 minutos em 73. Três jogadores de rotação que acrescentam cerca de quatro pontos a cada 100 posses cada um formam uma base forte.
Duncan Robinson contribuiu com 12,2 pontos em 27,4 minutos em 77 jogos, com 2,46, e Kevin Huerter (10 pontos em 22,4 minutos, 1,26) é outra peça positiva.
A surpresa: Paul Reed
O número que salta aos olhos é de um reserva. Paul Reed jogou só 13,8 minutos por noite, mas seu índice de 4,04 ficou lado a lado com os de Cunningham, Thompson e Duren, com 7,8 pontos e 4,5 rebotes.
Javonte Green conta uma história parecida. Ele jogou as 82 partidas com 17,6 minutos e marcou 2,51. O banco de Detroit não só ocupava minutos: vencia esses minutos. Se Reed aguentar um papel maior agora que Stewart saiu, o garrafão melhora sem nenhum rosto novo.
As preocupações
Primeiro, a saúde. Cunningham jogou 64 partidas. Todos os números desta prévia se apoiam nele, e uma ausência longa testaria um elenco que passa pelas suas 9,9 assistências.
Depois, o garrafão. Collins é o candidato óbvio aos minutos de Harris, e seu -0,57 é um passo atrás em relação ao 1,66 de Harris. Ronald Holland II jogou 78 partidas com 19,8 minutos e ficou um pouco abaixo da média (-0,15); ele vai precisar crescer para compensar a diferença.
Três calouros, Brice Williams, Ebuka Okorie e Ugonna Onyenso, completam o elenco, e Detroit não tem ninguém no relatório de lesões. É uma vantagem silenciosa para um time com essas ambições.
Resumindo
Nosso modelo de elencos coloca Detroit em 2º de 30 e projeta cerca de 55 vitórias, menos que as 60 da última temporada, mas ainda perto do topo da liga. É uma estimativa no papel, e o papel já errou antes. Se Cunningham ficar saudável e Joe e Reed ganharem papéis maiores, o Pistons pode superar isso. Se Collins jogar como diz seu número e o garrafão ficar curto, não.
O primeiro teste vem na terça-feira, 20 de outubro, às 3:00 PM ET, em casa contra o Boston Celtics.
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