Giannis Antetokounmpo transforma o Heat em um time de duas estrelas, e mais curto
O Miami fez 43-39 e ficou fora dos playoffs; depois trouxe Giannis Antetokounmpo enquanto cinco jogadores da rotação saíram. Nosso modelo vê cerca de 45 vitórias, com 62% dos minutos de volta.
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O Miami Heat ficou com o maior nome do verão. Giannis Antetokounmpo chega do Milwaukee Bucks e, ao lado de Bam Adebayo, dá ao Miami dois jogadores avaliados muito acima da média. O problema está no meio do elenco: Tyler Herro, Jaime Jaquez Jr., Kel'el Ware e Kasparas Jakučionis foram todos parar em Milwaukee, e Norman Powell foi para Chicago. A pergunta para 2026-27 é se duas estrelas conseguem carregar um elenco que mudou inteiro abaixo delas.
A temporada passada foi frustrante, bem ao estilo do Miami. O Heat fez 43-39, superou os adversários por 2,2 pontos a cada 100 posses de bola e mesmo assim terminou em 10º no Leste, fora dos playoffs. Um time bom no saldo e comum na tabela é exatamente o tipo que tenta uma diretoria a apostar alto, e o Miami apostou.
Quem estava de fato em quadra pelo Miami? Andrew Wiggins não jogou 14 das 82 partidas e Davion Mitchell, 12. Nos 49 jogos com Bam Adebayo, Wiggins e Davion Mitchell atuando os três, o Heat fez 23-26; nos 33 em que um deles ficou fora, 20-13. O Miami terminou em 43-39.
Muita gente saiu
Jaquez jogou 75 partidas com 28,3 minutos por noite e ficou acima da média (0,94). Ware deu ao Miami 77 partidas e 22,2 minutos (0,36); Herro, 31,2 minutos por noite, mas em apenas 33 partidas (0,51); e Jakučionis, 17,8 minutos em 53 partidas (0,38). Powell, agora no Chicago Bulls, jogou 58 partidas com 29,6 minutos (0,8). Nenhum deles era estrela, mas os cinco estavam do lado bom da média, e só 62% dos minutos da temporada passada voltam.
Antetokounmpo é a razão para nada disso doer tanto quanto deveria. Ele teve 27,6 pontos, 9,8 rebotes e 5,4 assistências em 28,9 minutos pelo Milwaukee, e nosso índice de impacto, os pontos a cada 100 posses que um jogador acrescenta em relação a um jogador médio, o colocou em 5,45, o melhor número deste elenco. O problema é a coluna de jogos: ele disputou só 36.
Os outros reforços são coadjuvantes. Tim Hardaway Jr. chega do Denver Nuggets depois de 80 partidas e 13,5 pontos em 26,6 minutos, com um sólido 0,85. Bobby Portis acompanha Antetokounmpo desde o Milwaukee com 13,7 pontos e 6,4 rebotes e ficou perto da média (-0,24). Klay Thompson, do Dallas Mavericks, e Bez Mbeng, do Utah Jazz, trazem menos; falamos deles mais abaixo. Três calouros, Ryan Conwell, Tre Donaldson e J'Vonne Hadley, e Lester Quinones, de volta depois de uma temporada parado (12 partidas em 2024-25), completam a profundidade.
Duas estrelas, um garrafão
Adebayo foi a constante na temporada passada: 73 partidas, 32,4 minutos, 20,1 pontos, 10 rebotes e 3,2 assistências por noite, com índice de 4,12. Ele já era bom o bastante para se montar um time ao redor. Agora não precisa fazer isso sozinho.
Como o Miami vai encaixar os dois decide a temporada. Ambos são jogadores altos, Antetokounmpo um ala e Adebayo um pivô que também joga de ala, então o arremesso ao redor deles pode importar mais do que o normal. Se os minutos em que dividirem a quadra lembrarem os números individuais, o teto do Miami sobe rápido. Se um atrapalhar o outro, o Heat terá gastado sua profundidade num encaixe que não funciona.
O discreto: Davion Mitchell
O melhor número depois das duas estrelas é de um armador que quase não pontua. Davion Mitchell teve 9,3 pontos, mas 6,5 assistências em 28,5 minutos ao longo de 70 partidas, e seu índice de 2,35 diz que o Miami foi claramente melhor com ele em quadra. Sem Herro e Powell, a bola deve passar mais pelas mãos dele.
Pelle Larsson é o outro para ficar de olho. Ele também jogou 70 partidas, fez 11,4 pontos em 26,4 minutos e ficou acima da média (0,86). Simone Fontecchio (0,65 em 16,8 minutos) também ajudou. Nenhum dos dois chama atenção, mas ambos podem ganhar papéis maiores.
As preocupações
Os pontos fracos estão nas alas e no perímetro. Andrew Wiggins jogou mais minutos do que qualquer jogador que volta, exceto Adebayo, 30,4 por noite em 68 partidas, e marcou 15,4 pontos, mas ficou abaixo da média (-0,48). Thompson fez 11,7 pontos em 21,7 minutos pelo Dallas com -1,11, e Mbeng, que jogou 32,9 minutos por noite em 15 partidas pelo Utah, ficou em -1,35. São eles os herdeiros mais prováveis dos minutos que eram de Herro, Jaquez e Powell.
A saúde é a outra dúvida. As 36 partidas de Antetokounmpo são o maior risco do elenco. Dru Smith, um reserva útil com 5,6 pontos e 2,6 assistências em 16,3 minutos (0,43), e Myron Gardner aparecem como dúvida no relatório de lesões, o que enfraquece um perímetro que já perdeu bastante.
Resumo
Nosso modelo de elencos coloca o Miami em 9º de 30 e projeta cerca de 45 vitórias, um passo à frente do 43-39 da temporada passada. É um julgamento no papel, feito com base na temporada passada. Se Antetokounmpo jogar bem mais do que 36 partidas e Mitchell assumir um papel maior, o Heat pode superar a projeção. Se Wiggins, Thompson e Mbeng jogarem como dizem seus números e as estrelas perderem jogos, não vai.
O primeiro teste é na quarta-feira, 21 de outubro, às 7:30 PM ET, em casa contra o Minnesota Timberwolves.
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